Por que o “Anjos da Música”, que é de origem cristã, utiliza vários estilos musicais, sejam religiosos ou não? É o que vamos explicar nesse artigo.
Música é música em qualquer lugar, no contexto eclesiástico ou não.
Vamos explicar melhor: a música parece estar sendo "santificada" em detrimento de outras áreas da nossa vida, ou seja, segundo um grande número de cristãos, quando tocamos no assunto "música", devemos nos isolar da cultura popular e secular, mas paremos para pensar um momento: qual a diferença da música para a família, a natureza, o trabalho, a comunicação, o sexo e o relacionamento humano?
Tudo isso foi criado e é abençoado por Deus, tudo isso vem de Deus. Mas, muitos afirmam categoricamente que os cristãos devem apenas ouvir músicas cristãs, mas quando se referem a outras áreas da nossa vida, não precisa haver muito a influência cristã.
Não só a música é santificada por Deus, mas toda a nossa vida em todas as áreas também deve ser, independente de nos relacionarmos ou não com a cultura cristã.
Quando muitos de nós vamos ouvir, estudar ou aprender uma música, por exemplo, aí não, aí os compositores, instrumentistas, cantores e professores precisam ser cristãos e a letra também. Isso parece um radicalismo imaturo.
Nossos jovens cristãos, então, terão que parar de estudar nos melhores conservatórios musicais e faculdades de música somente pelo fato de que muitos não são administrados por cristãos?
Evidente que não. Seria uma atitude ridiculamente insensata.
A música tem um poder influenciador muito grande, é evidente, mas estamos dando poderes demais a ela em relação a outras áreas da nossa cultura.
Nós do “Anjos da Música” utilizamos toda música que seja de qualidade, de boa procedência, que fale princípios verdadeiros, honestos, nobres. Nós procuramos discernir tudo aquilo que é bom e proveitoso. Vejam abaixo alguns versículos bíblicos que dão respaldo para este comportamento:
“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” (Filipenses 4:8)
“Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo.” (Filipenses 1:9-10)
“Ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal.” (1º Tessalonicenses 5:21-22)
“Anjos da Música” é de origem cristã, e significa "mensageiros de Deus através da música" e acreditamos que a asseveração de que “o rock é do diabo” é infundada, pois a música foi criada por Deus, é a humanidade que a utiliza de forma equivocada, desordenada (e é claro, muitas vezes influenciada por forças espirituais malignas). Nenhum estilo musical pode ser atribuído ao diabo, jamais.
O que ocorre muitas vezes é que devido à exageros demonstrados pelos praticantes de um determinado estilo musical como o volume sonoro excessivo, o vestuário e as danças provocativas e lascivas, sem mencionar as letras extremamente "pobres" de mensagem e conteúdo e sem criatividade, inclusive no arranjo musical, cria-se com toda a razão uma antipatia por este ou aquele estilo.
As músicas incluídas neste contexto de pouca criatividade e muita vulgaridade, muitas vezes são classificadas popularmente como "cultura do lixo", ou seja, um cabedal, toda uma sorte de ritmos, danças e letras que surgem periodicamente em nosso país e que vulgarizam, depalperam a vida, a criatividade, o bom gosto, os relacionamentos humanos e a sexualidade, por exemplo, muitas vezes apenas visando a venda de CDs, DVDs e a gigantesca arrecadação nos shows.
E o pior é que uma grande massa popular é influenciada por esta "cultura" (inclusive muitos cristãos, infelizmente), devido à maciça, abusiva e desgastante exposição deste tipo de cultura musical pela mídia. Lembremos sempre que Deus não criou os nossos ouvidos para serem usados como lata de lixo ou esgoto.
É evidente também que cada pessoa possui uma afinidade, uma apreciação por este ou aquele estilo musical, como para com qualquer outra área de sua vida, não apenas a música, e isso é saudável e deve ser respeitado, mas "rotular" algum estilo musical de "demoníaco" é uma atitude um tanto quanto preconceituosa, precipitada e sem base bíblica.
É preciso separar, discernir o que é música e o que é a forma como ela é exteriorizada, manifestada pelas pessoas. Essa última sim, pode facilmente ser chamada de demoníaca. É preciso discernir entre essência criada pela Divindade e experiência manifestada pela humanidade.
Na verdade, o diabo é o pai da mentira e não do rock ou da música ou qualquer outra criação divina e um dos seus objetivos é distorcer as verdades divinas (Gn 3:1-7; Jo 8:44).
Mesmo o ser humano que não é cristão pode ser usado por Deus (por exemplo em Hb 11:31; Ed 1:1-11; At 5:29-42). Vejam mais versículos:
"Então Pedro começou a falar: 'Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo.'" (Atos 10:34-35)
Tudo o que as pessoas fazem de bom só pode vir de Deus:
“Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança”. (Tg 1:17)
Deus é a origem de toda luz, seja física, moral, espiritual ou intelectual. Toda a criatividade humana, as habilidades e o intelecto humanos vêm de Deus.
Tudo o que Deus criou é bom, as capacidades benignas inerentes ao ser humano não vêm de nós mesmos, pecadores, mas do perfeito Deus Criador (1Tm 4:4-5; Gn 1:31; Jo 3:27; At 10:9-16,28; Hb 3:4). Ele nos dotou de inteligência e criatividade (Gn 4:20-22; 1Rs 4:29-34; Ec 2:26; 3:13; 4:4a; comparem com Ex 31:3-6; Jz 6:34).
Nenhum estilo musical pode ser considerado "do diabo", jamais. Como também a pintura, a dança, a escultura, as artes cênicas, as artes teatrais e cinematográficas, os meios de comunicação e a tecnologia, etc. Todos eles são expressões artísticas, intelectuais e profissionais humanas oriundas do dom divino da criatividade e da inteligência.
Mas, é preciso tomar cuidado, pois os estilos musicais, a dança, os filmes, a mídia, a internet, etc, podem, sim, ser usados para a edificação, com um fim saudável, mesmo que não sejam relacionados diretamente à cultura cristã, mas também podem ser usados destrutivamente falando, em oposição aos valores sagrados. É preciso muito discernimento e bom senso.
Portanto, toda a glória e honra ao nosso Deus, o Pai das luzes, o Criador da criatividade, o Pai do rock. Aliás, o Pai do jazz, do samba, do soul, do blues, da música clássica e erudita, etc., o Pai da música, o Pai das artes e da comunicação.
Que Deus abençoe ricamente a todos. Amém.



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